domingo, 7 de agosto de 2011

Viagem Canadá/EUA Nordeste - 2006 - 1a parte: Miami

Depois de tanta história de moto subindo morro, cálculos de volume, planilhas de Excel e calculadoras científicas, resolvi apresentar umas postagens mais "palatáveis" e aumentar o público do blog. (não só os nerds - nada contra, sou um deles)

Pensando nisso, decidi escrever sobre alguns lugares que conheci e acho legal compartilhar. Além de servir como uma forma de memória das viagens.

Primeiro passo é definir o nível de detalhamento e o quanto discorrer sobre cada lugar. E por qual lugar começar. Eu ia relatar cada viagem como um todo, mas olhando as fotos, percebi que seria ou muito genérico ou muito extenso. Portanto, serei o mais detalhista possível (ou o que a memória me permitir) e tentarei fazer postagens curtas, ou seja, falando de apenas uma cidade em cada post.

Vou começar por Miami, que foi a primeira cidade fora da América do Sul (antes só Paraguai) que eu coloquei meus pés.


Pois é, eu não tenho foto chegando no aeroporto de Miami, só essa quando estávamos indo embora, mas serve ao propósito de mostrar o lugar.



Essa foto é mais pra mostrar a sensação de "chegamos nos EUA". Starbucks é constante por lá e bem tradicional.

Nossa passagem por lá (eu e @emerbc) durou 1 dia (não, não fomos deportados). Nosso objetivo de viagem era fazer 01 mês de inglês em Toronto no Canadá e depois passear pelos EUA na região de Nova Iorque. Para aproveitar o embalo, pedimos um stop em Miami. Ou seja, aterrissaríamos num dia e sairíamos em outro.



Nossa primeira estada foi no hostel com mimos de hotel chamado The Clay Hotel.


Fica numa localização privilegiada de Miami, se você tem interesse em ficar em Miami Beach.

Charmoso e muito bom, considerando os US$ 68,00 que pagamos a diária do quarto (lembrem-se, 2006). Entrei agora no site para ver as tarifas e pasmem, tá US$ 63,00 para 02 pessoas por noite (será que fomos enganados na época?).



Na verdade, até Nova Iorque, eu não tinha idéia do que era um hostel (aquele sim tava mais para o filme de terror Hostel).

As três fotos a seguir mostram o pitoresco The Clay Hotel pelo lado de fora.




A entrada dos quartos é pela Espanõla Way, que irei detalhar mais adiante.

Como dá pra perceber, Emerson gostou bem da cama.
Os quartos são bons e aconchegantes. No nosso, duas camas queen, criado mudo, geladeira, mesa, tv, ar condicionado, ventilador de teto e banheira.


Este hotel, além de bem aconchegante, já foi locação para alguns filmes, os quais eles exibem orgulhosos em suas paredes no hall de entrada.




Está na esquina da grande Washington Av com a pitoresca Espanõla Way. No inglês não tem o acento porque os teclados dos computadores deles não fazem acento mesmo. :)




Essa estreita rua abriga diversos bares, lanchonetes e restaurantes sendo muito frequentados no período noturno.

Aqui @emerbc mostrando (e posando de gatinho) a Espanõla Way logo na saída dos quartos do hotel.


Toda a calçada (sidewalk) é ocupada por mesas e plantas.

Além, claro, de poltronas e sofás com pinta de divã.


Os restaurantes nas horas de almoço, ocupam também o meio da rua!

Nosso primeiro café da manhã em Miami, foi o primeiro bar que servia café e que estava aberto naquele horário  (chegamos as 6:30)
O pior foi que o nível do meu inglês, me fez ter que repetir 4 vezes orange juice para a garçonete. Nunca foi tão complicado pedir um suco de laranja. Ainda acho que ela me sacaneou, mas enfim, quando forem pedir e não estiverem certos da pronúncia, não inventem, digam OJ (ou jei em pronúncia literal).

Já nosso café do dia seguinte foi melhor.


Descobrimos a maravilha que é comer uma panqueca com maple sirup, rodelas de banana, lascas de morango e tudo salpicado com canela além dos bagels (esse aí no prato mordido). Como podem ver, to até tomando um suco de laranja agora, e só precisei pedir uma vez. (passei a noite ensaiando na frente do espelho)

Após a primeira adaptação ao impacto de estar num local com a língua bem diferente da nossa, saímos para conhecer a cidade.



Cidade bastante limpa, calçadas bem feitas. Lembro perfeitamente que isto foi a primeira coisa que me chamou a atenção. É interessante perceber na primeira vez que se viaja para um local onde os hábitos são um tanto diferentes dos nossos. Poder interagir com a cidade por conta, é o primeiro passo para sentir o clima da cidade e das pessoas. Eu digo por conta pois a percepção que se tem em excursões é um pouco diferente.



Neste vídeo chegamos à famosa Ocean Drive que é a nossa Av. Atlântica. Fiquei um pouco decepcionado com a parte de praia. Somos acostumados com a avenida e a areia da praia serem divididos apenas por um calçadão.

Aqui há uma consciência maior em sem preservar uma faixa de vegetação nativa separando a praia da cidade.

Para mim pelo menos, acho que tira um pouco daquele charme de ver as pessoas na areia enquanto sentamos em algum quiosque ou mesmo nos bares do outro lado da Atlântica.

 Neste trecho, há um trecho mais largo entre a Ocean Drive e a praia com esses caminhos para ciclistas e pedestres.







Detalhe para o nível do vento nesse dia. Também não sei dizer se esse vento tem sempre, mas nesse dia tava incomodando bastante.







Detalhe pro estacionamento das bikes.

Detalhe também pro acabamento entre a calçada e a grama.

A sensação é viver num mundo de bonecas onde tudo é arrumadinho e perfeitinho

E pra manter perfeitinho, tem que limpar né?

Divertido mesmo deve ser pagar essa multa por não limpar as fezes do seu animal de estimação.

Caminhão da coleta de lixo. Não, esse terceiro eixo atrás não é montagem de Photoshop.
É exatamente esse eixo que agora no Brasil está sendo instalado logo atrás da cabine, mas que neste caso abaixo, serve como 3o eixo do truck.
  

Transporte público. Não muito diferente, mas no nosso caso aqui, o primeiro degrau é baixo para facilitar o acesso, mas temos que subir a escadinha.
No caso deles, todo o piso do ônibus está neste nível que vemos da porta.


Essa é uma visão da Washington Av. no cruzamento com a Espanõla Way.
 Alguns belos prédios. Detalhe para a capinha da câmera na cintura.

Se bem que é bem melhor do que pendurado no pescoço né? 


Ocean Drive e suas construções.


Note que todo o paisagismo da cidade é composta apenas por palmeiras.

Em alguns locais, onde ocorre um maior fluxo de vento, seus pés são escorados para dar maior sustentação. Este é um cuidado necessário para se evitar desastres como palmeiras caindo sobre carros e pessoas.
Carnival Center - Teatro

Royal Palm.

Três anos mais tarde, neste exato local, fui parado por policiais após exceder o pedal do acelerador e provocar ruído dos pneus com o asfalto. As duas da manhã.

O policial mau disse que eu tava bêbado e chamou o transporte de prisioneiro. O policial bom mandou eu andar sobre a linha, fazer o 4 e etc e disse que eu tava ok. Sorte minha.

Azar foi do meu pai, pois eu estava sem o passaporte e sem o contrato de aluguel do carro no momento (na verdade em momento algum). Estava portanto apenas minha CNH. O nome que ele escolheu para preencher as multas (tá, eu também virei à esquerda sem estar à esquerda da rua) foi o nome do meu pai.

Portanto pai, o senhor tem pendências com a polícia norte americana. Mas é só multa, fica tranquilo. E o nome sujo, claro. #JustKidding

Detalhe pro Rolls Royce na entrada. Talvez para dizer o nível do hotel e deixar os menos
afortunados de fora. No caso, nós. :)
American Airlines Arena

Um hotel à beira mar, caso queiram pernoitar de frente para o Atlântico.

Entrei no site pra ver os valores. Nem devia ter visto. Quartos para UMA pessoa a partir de US$ 408 a US$ 6.780 por dia. Nice!




Carros também são um show a parte. Não poderia ser diferente num país onde os carros são tão cultuados quando aqui.

300C com aro 24".




Corvette conversível.

Esse não se muito por aqui. O famoso Viper V10.












Cadillac Escalade. Opção número 1 entre os rappers. Número 2? O número 1 são os Hummer H2?













Bentley. Será que era a Paris Hilton?
Masserati

Fomos embora com a simpática nicaraguense Cecília Ramos, que nos deu dicas de valores de táxi para nossa próxima viagem à Miami. Valores de táxi para chegar na meca das compras: Sawgrass Mall em Fort Lauderdale




Para terminar esta postagem não podia deixar de dizer que em Miami um brasileiro que não fala patavinas de inglês, pode muito bem se virar por lá. Latinos são a grande maioria.

E para demonstrar que mesmo você não sabendo falar espanhol além de não saber o inglês, postei este vídeo abaixo, onde podem perceber toda a nossa desenvoltura com a língua no papo com nossa amiga motorista.


Falem a verdade. Vocês estão impressionados por eu lembrar o nome da motorista do táxi né? Pois é... consegui ler na foto. :)

Em tempo: Havia um vídeo de eu e o Emerson conversando no aeroporto em inglês (a gente achava que era inglês). Mas tava tão trágico que nem eu tive coragem de postar.

Mantendo um pouco de dignidade que nos resta. :)

Um comentário:

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